O Governo da África do Sul aprovou, em complemento aos diplomas que terminaram com o Apartheid, uma lei com o seguinte teor: Artigo 1º - É permitido que pessoas de várias raças frequentem locais públicos em conjunto, não dentro do Apartheid nem em conjunto, mas antes criando-se uma terceira via que inclua uma "Zona Apartheid" e "Zona Mista", no mesmo espaço; Artigo 2º - Desde que pretendam gerir o espaço de forma responsável, também podem ser co-proprietários de restaurantes, boites e outros espaços públicos seres humanos negros, caucasianos e de outras raças, em conjunto com cães Terriers; Artigo 3º - Podem ainda os Terriers ser proprietários de restaurantes, boites e outros espaços públicos de lazer; constituir Sociedades Colectivas e envolver-se na bolsa, desde que exista consentimento dos respectivos donos.
sábado, 24 de abril de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Mas porque será que se pensa
que respeitar uma opinião é ficar indiferente, quedo e mudo perante ela?
Não percebo!
Não percebo!
Comentário
Sobre o doutíssimo professor Paulo Otário (há quem diga que é Otero, mas eu acho mesmo que é Otário) temos o seguinte comentário:
Fui aluno deste senhor no 1.º ano da faculdade, corria o ano de 2002. Depois, voltei a apanhá-lo no meu último ano de curso, em 2007. Conheço bem a sua personalidade estranha e as suas ideias retrógradas. Para mim não é nenhuma novidade este exame, pois lembro-me que os exames dele eram sempre assim.
Lembro-me bem que nas suas aulas nunca era imparcial, pois adorava demonstrar, ainda que de forma encapotada e em tom de ironia, a sua opinião acerca de tudo. Na época em que o aborto foi aprovado em referendo, raras eram as aulas em que perdia a oportunidade de criticar a IVG. A fixação era tão grande que no fim do ano lectivo levámos todos com um exame parecido com esse, mas em que ridicularizava o aborto, "um acto criminoso contra a vida humana".
E aqui d'el rei se alguém discordasse da sua opinião. Nunca foi adepto da democracia e não hesitava, sempre que pudesse, em dar umas ferroadelas a este regime. Salazar era o seu ídolo de infância.
Como pessoa, era mesquinho, injusto e radicalmente exigente.
Não me deixa saudades.
P.S. - Nunca reprovei às suas cadeiras.
A sério que não me ocorre um título para esta merda.
"Hoje, na Faculdade de Direito de Lisboa, realizou-se um teste de Direito Constitucional II. O Prof. Doutor Paulo Otero, o regente da cadeira, decidiu que seria este o caso prático que os alunos deveriam resolver, e numa provocação discriminatória e ridícula, fez-se um paralelismo entre a poligamia/bestialidade e a homossexualidade, disfarçando de humor aquilo que é um desrespeito e uma ofensa de proporções maiores do que o Sr. Professor pode imaginar. Até podia ter apresentado o mesmo caso prático sem, no entanto, referir que o diploma era “em complemento à lei sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo”, mas a comparação foi obviamente propositada e consciente. Ridicularizando um passo marcante na história de Portugal e do Mundo – a aprovação no Parlamento da lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo – um dos constitucionalistas de renome da casa onde estudo e em quem confio a preparação da minha formação profissional fez uma coisa de tal forma perversa que fez com que eu tivesse, pela primeira vez e espero que última, vergonha de ter sido aluna de um membro do corpo docente da FDL. O que acontece é que o Sr. Professor parece ter-se esquecido do art. 13º e do princípio da igualdade; e com certeza que não pensou no que sentiria um gay ou uma lésbica que se visse confrontado com a obrigatoriedade de fazer este teste. Opiniões à parte, e quer se seja a favor ou contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, qualquer pessoa com o mínimo de discernimento e respeito pela dignidade humana perceberá que isto não é admissível em lado nenhum, muito menos numa instituição do ensino superior, e muito menos naquela que é provavelmente a melhor Faculdade de Direito do nosso país. Esta atitude repulsiva não só é discriminatória em relação a todas as pessoas LGBT como obriga os alunos a tomarem uma posição em relação ao tema que irá influenciar a sua nota. Não me parece justo.
Não é novidade para ninguém que a nossa Faculdade é conservadora e consegue ser muito pouco receptiva a quase tudo o que é diferente, mas isto passou das marcas. Isto foi nojento e atroz e revoltou-me de tal forma que nem eu nem outros colegas conseguimos calar-nos. É um exemplo de como a luta pelos direitos fundamentais é ainda tão necessária e de como é preciso mudar mentalidades e combater preconceitos tão cruéis quanto este.
Partilhem se ficaram tão revoltados quanto eu.
P.S.: Os animais não têm personalidade jurídica, logo não têm capacidade para celebrar negócios jurídicos, como o casamento (art. 66º e seguintes do Código Civil)."
A sério!
Daqui.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Mais uma vez
Este é talvez o melhor documentário do John Pilger que já vi. Sim sei que estou farto o pôr por aqui, mas este documentário merece mesmo.
The War On Democracy
The War On Democracy
Pagando o preço - Matando as crianças iraquianas
After Iraq invaded Kuwait in 1990, the United Nations (backed strongly by the US and UK) imposed harsh sanctions on Iraq that lasted for 10 years (1991-2001); the harsh restrictions on imports of everything, including access to key medicines, resulted in over a million deaths, more than half a million of which were women and children. That's more deaths than the two atomic bombs dropped on Japan and 9/11 combined. The purpose was regime change, but it never came. The overwhelming majority of those killed were the poor, elderly, women and children. Empirically, sanctions overwhelmingly punish the poor, the destitute. While the sanctions were in place, the richest people in control of the resources (Saddam Hussein et al.) still had everything they wanted: food, cars, mansions, access to the best medicines, etc. Award-winning journalist John Pilger has documented the reality of UN harsh sanctions in this hard-hitting film.
Burma - Terra do medo
John Pilger and David Munro go undercover in one of the world's most isolated, and extraordinary countries, Burma, which Amnesty International calls 'a prison without bars'. They discover slave labour preparing for tourism and foreign investment. International Actual Award for Risk Journalism, Barcelona, Spain, 1996; Bronze Plaque in the category of 'Social Issues - International Relations', The Chris Awards, Ohio, 1996; Gold Special Jury Award, 'Film & Video Production division', WorldFest-Charleston, 1996; Award for Best Factual Programme, RTS Midland Centre Awards, Birmingham, 1996; Gold Apple in the category 'Politics: Social organisations in other lands', National Educational Media Network Film & Video Competition at The 1997 NEMN Apple Awards, Oakland, California, 1997; the updated version won a Gold Special Jury Award in the 'Film & Video Production division', WorldFest-Houston, 1999.
Matando uma Nação
On December 7, 1975 Indonesia secretly - but with the complicity of the Western powers including the US, the UK, and Australia - invaded the small nation of East Timor. Two Australian television crews attempting to document the invasion were murdered.
In 1993, with the Indonesian army still occupying the country, John Pilger and his crew including director David Munro, slipped into East Timor and made this film. In the intervening 18 years, an estimated 200,000 East Timorese - 1/3 of the population - had been slaughtered by the Indonesian military. The C.I.A. has described it as one of the worst mass-murders of the 20th century.
Pilger tells the story using clandestine footage of the countryside, internment camps and even Fretlin guerillas, as well as interviews with Timorese exiles, including Jose Ramos Horta and Jose Gusmao, and Australian, British, and Indonesian diplomats.
Nixon had called Indonesia the "greatest prize in southeast Asia" because of its oil reserves and other natural resources. Even though Indonesia had no historic or legal claim to East Timor, it was convenient for diplomats to declare that East Timor, just gaining its independence from Portugal, would not be a viable state.
However the lie was given to this argument when Australia and Indonesia signed the Timor Gap Oil Treaty and carved up the huge oil and gas reserves in the seabed off East Timor.
None of the politicians from that period - President Ford, Henry Kissinger, Daniel Moynihan, Margaret Thatcher, John Major, Gough Whitlam - has clean hands. The Indonesian military used US and British planes to bombard the island, while the defense ministers proclaimed ignorance.
As Pilger gets an Austrlian diplomat to admit, East Timor was considered "expendable."
But no one watching the massacre in the Dili cemetery can excuse the geopolitical machinations that led to this genocide.
Vietnam, a última batalha
In 1975, John Pilger reported the end of the Vietnam War from the American Embassy in Saigon, where the last American troops fled from the roof-top helicopter pad. He was made Journalist of the Year and International Reporter of the Year for his reporting of the Vietnam War over a period of almost ten years. The American invasion of Vietnam marked the last stage of the longest war of the last century, a war in which the greatest tonnage of bombs in history was dropped, in which more than two million Vietnamese were killed and a bountiful land devastated. With the Americans finally gone, Vietnam was made an international pariah. The United States mounted an embargo that covered both trade and aid and other Western governments and international banks soon joined in. Out of thirty years of war came over two decades of isolation - such were the spoils of victory. In 1978 John Pilger and David Munro made the documentary, 'Do You Remember Vietnam?' In 1995's 'Vietnam: The Last Battle', Pilger returned to Vietnam to review these twenty years, seeking to rescue something of Vietnamese past and present from Hollywood images which pitied the invader while overshadowing one of the most epic struggles of the 20th century.


